segunda-feira, 18 de outubro de 2010

LIVRETO CONCRETO



Fui convidado pelos amigos Bruno Kurrú e Renan Gaze a participar do projeto Vivência da editora Ôrganiza na mostra de arte urbana TRANSFER.

A idéia do projeto era produzir livretos de artistas em tiragem limitada e além disso, promover encontros e diálogos entre eles.



A editora Ôrganiza estava com um espaço para a produção na Mostra Transfer com alguns equipamentos como xerox, guilhotina e outros materiais que possibilitava autonomia para que os artistas produzissem o seu material na hora e no local.

No dia 10 de setembro, com uma merecida pausa para o almoço produzimos o livreto CONCRETO, com tiragem de 60 unidades.



O interessante da produção, é que tendo acesso ao xerox, pude colocar em prática algumas idéias que não pude concretizar anteriormente pela distância entre o balcão e a bendita máquina. Uma destas idéias foi fazer uma capa com papel vegetal e poder fazer capas diferenciadas para todos os livretos.



Agradeço aos amigos Renan e Bruno pela convite, e principalmente pela iniciativa de pensar na arte de uma forma mais expansiva e coletiva.



+ sobre a editora ôrganiza:
http://editora-organiza.blogspot.com/

+sobre a mostra de arte urbana TRANSFER:
http://transfer.art.br/



quinta-feira, 23 de setembro de 2010

Resenha MANUFATURA



O blog cartundoounada fez uma breve resenha sobre o livreto MANUFATURA.

Este é o fanzine feito pelo Flávio Grão: Manufatura, um fanzine de suas ilustrações. Impresso em preto e branco no papel vergê, tem o tamanho A6 (10,5 x 14,8 cm) possui algumas narrativas sem textos, dadas pelas belas imagens. Vale a pena adquirir!


Recomendo ainda que conheçam o trabalho do Rodrigo e de seu amigo Pôneis em seu belíssimo fanzine LA PERMURA.

quinta-feira, 29 de julho de 2010

OLD TIMES I


àgua suja de nanquim sobre canson

OLD TIMES II


Água suja de nanquim sobre canson.

LEITURA OPCIONAL A PARTIR DAQUI - SPOILERS SOBRE O DESENHO

Fiquei pensando um pouco sobre como nos constituímos como artistas, quais são os movimentos, passagens, vivências que marcam nosso trabalho e (que por vezes) podem ser identificados.

A vivência que tive (ou tenho) com o movimento, ou música punk e hardcore tem sem dúvida um peso sobre os trabalhos que faço, seja em temas (mais raro) ou em atitude (mais comum).

De qualquer forma ao fazer este desenho pensei nisso, tentando imaginar como seria um icone que representasse graficamente tal vivência. Utilizei esta técnica ingrata da água suja do nanquim que dá um aspecto de desenho antigo. Dois artistas me vieram na cabeça, Will Eisner e Hopper. O primeiro por utilizar esta técnica e o outro porque trata das lembranças quase apagadas em sua obra.

sexta-feira, 2 de julho de 2010

SOBRE NUVENS E A MORTE











LEITURA OPCIONAL A PARTIR DAQUI


Os últimos dois desenhos fiz recentemente pensando sobre o que me traduzia a morte de um amigo dos tempos de adolescente.
É interessante pensar nas metáforas que temos a respeito da morte e do céu, o inatingível e as nuvens.
Fiz uma coletânea destas imagens para este post.
De qualquer forma, o primeiro desenho chama-se karma e acho que explica muito do que acredito a esse respeito.
RIP

AQUARELA



LEITURA OPCIONAL A PARTIR DAQUI

Parece que enfim começo a me entender com a aquarela depois de décadas.
Sempre foi uma técnica cascuda para mim, a tinta (pigmento extremamente diluído na água) é tinhosa, melindrosa, segue e desliza e imprime-se da forma que lhe convir - praticamente um jeito fêmea de se portar...hehe

Através de uma conversa com um colega desenhista estes dias, percebi que seria importante tentar trabalhar isso, essa paciência, essa leveza que a aquarela possui, justamente talvez em busca de um novo caminho, visto que considero o meu modo de pintar e desenhar um pouco oposto a isso, algo carcado, bruto e teimoso.

sexta-feira, 21 de maio de 2010

OUT OF STEP - MINOR THREAT



Don´t smoke
Don´t drink
Don´t fuck
at least i can fuck think

I can´t keep up
can´t keep up
can´t keep up

OUT OF STEP WITH THE WORLD



xxx

LEITURA OPCIONAL A PARTIR DAQUI

Fiquei pensando que uns 20 anos depois de conhecer o Minor Threat com o estudo do budismo e a tentativa da prática do desapego comecei a entender um pouco melhor tal música.

Hoje em dia, quem procurar vai encontrar justificativa pra tudo, até mesmo para o mais absurdo como por exemplo matar um semelhante. Pode estar em um livro, um video, tudo bem justificado, com analogias e a mais bela retórica.

E quantas vezes o senso comum, a mídia e a propaganda nos fazem agir no automático sem que paremos para questionar por um segundo se o que fazemos é certo ou não?

É mais fácil deixarmos o barco correr na corredeira de mediocridade de caráter e depois nos fazermos de vítima quando estamos em uma situação desgraçada por conta de nossas próprias atitudes.

É preciso se manter "fora do passo" com o mundo...